Desvendando suicídio e comportamento suicida                    https://www.revistacircuito.com/?p=16926

26/04/2017

Desde 2014, ocorre no mês de Setembro a campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo de alertar as pessoas a respeito do fato, no Brasil e no mundo. O suicídio ainda é um tabu em nosso meio, mesmo levando mais de 1 milhão de vidas por ano. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) em 2014, o Brasil ocupava o 8° lugar com a maior taxa de suicídios no mundo. A cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio no mundo. O suicídio hoje já mata mais jovens no mundo do que o HIV (faixa etária de 15 à 29 anos).

O termo Suicídio foi utilizado pela primeira vez em 1737, por Desfontaines, cujo significado tem origem no latim, na junção das palavras SUI (si mesmo) e Caederes (ação de matar), ou seja, é um ato que consiste em pôr fim intencionalmente à própria vida. Num aspecto geral, define-se suicídio como um ato voluntário em que um indivíduo possui a intenção e provoca a própria morte, podendo ser causada entre outros fatores por um elevado grau de sofrimento, que tanto pode ser verdadeiro ou ter sua origem em algum transtorno psiquiátrico como a psicose aguda, a depressão delirante ou outro transtorno afetivo.

Observando as diferenças entre os sexos Masculino e Feminino, constata-se que, mulheres tentam suicídio 4 vezes mais que os homens, porém estes últimos morrem devido a tentativa, 3 vezes mais do que as mulheres. Os homens utilizam métodos mais agressivos e letais, enquanto que as mulheres utilizam métodos menos agressivos e eficazes.

Padrões de Pensamentos Suicidas

Geralmente estas pessoas:

Remoem pensamentos obsessivamente e não conseguem parar de fazer isto; se sentem desesperançosas e não acreditam que haja outro modo de aliviar a dor que não inclua a morte;

Veem a vida como algo sem significado e se julgam incapazes de controlá-la;

Normalmente descrevem uma sensação de névoa nos pensamentos que dificulta a concentração;

Sofrem alterações de humor extremas e experimentam raiva e sentimentos de vingança; possuem elevado nível de ansiedade, ficam irritados frequentemente e experimentam fortes sentimentos de culpa ou vergonha;

Sentem que são um fardo para os outros e normalmente se isolam mesmo quando estão próximas de outras pessoas;

Usam falas como: "a vida não vale a pena" "nada mais importa" "queria não ter nascido"

É necessário a pessoa buscar ajuda e atenção de quem está à sua volta. Porém, se isto não acontecer, um bom ponto de partida é dizer: "Percebi que está meio pra baixo ultimamente e isso me preocupa..." E a partir daqui talvez desenrole um diálogo onde a pessoa poderá se abrir a respeito de seus planos. Evite comentários como: "Amanhã é outro dia" "Tudo ficará bem" "Você deveria se sentir com sorte por tudo que tem", isto pode elevar sua vergonha e sentimento de culpa.

Faça com que a pessoa consulte com um Psicólogo e Psiquiatra.

Estar presente na vida da pessoa e levá-la até um profissional qualificado pode prevenir um suicídio e salvar uma vida!

Por Andreza Thans, psicóloga Clínica e especialista em Psicanálise e Psicoterapia Breve  andreza.thans@gmail.com